Um acessório aparentemente inocente e da moda começou a circular nos pulsos de adolescentes das escolas públicas e privadas de Manaus. As pulseiras de plástico, mais conhecidas como “pulseira do sexo” são carregadas de significado.Bastou uma reportagem que fazia ligação entre a morte de uma adolescente e as pulseiras coloridas para que pais, professores e até mesmo algumas adolescentes começassem a se preocupar com o acessório.
O que muitos não sabiam era que cada cor remete a um ato ou comportamento sexual específico fazendo com que os usuários estejam vulneráveis a agressões físicas e emocionais. E o pior, segundo as “regras desse jogo” há uma concessão de ambas as partes, tanto de quem usa, quanto de quem arrebenta a pulseira obtendo o domínio sobre a outra pessoa.
Conheça o significado das cores das pulseiras:
Amarela – é a melhor porque significa das um abraço no rapaz;
Laranja – significa uma “dentadinha do amor”;
Roxa – já dá direito a um beijo com língua;
Cor-de-rosa – a menina tem de lhe mostrar o peito;
Vermelha – tem de lhe fazer uma lap dance (dança erótica);
Azul – fazer sexo oral praticado pela menina (”boquete”);
Verdes – são as dos chupões no pescoço;
Preta – significa fazer sexo com o rapaz que arrebentar a pulseira;
Dourada – fazer todos citados acima ou sexo oral simultâneo (“meia-nove”);
Listrada– sexo na posição “frango assado”;
Grená – Sexo anal sem lubrificante;
Transparente – sexo com parentes consanguíneos;
Marrom – Sexo escatológico (“brown shower”);
Essas notícias e casos de agressão têm causado preocupação entre pais e profissionais da educação em todo o país. No Rio de Janeiro, por exemplo, a prefeitura proibiu o uso das pulseiras nas escolas municipais.
Para a funcionária pública, Carla Silvana Puget, esta moda de pulseiras tem vulgarizado o sexo, fazendo com que os jovens associem essa prática apenas a uma pulseira, esquecendo das conseqüências que ele traz.
Segundo Carla que trabalha na parte de digitação de atendimento dos médicos, na Secretaria Municipal de saúde (Semsa), o índice de jovens grávidas e com HIV tem aumentado na cidade de Manaus. Isso é o que mais tem causado inquietação.
“Os adolescentes têm que ter uma consciência, não só por parte dos professores, mas por parte da família de que para o sexo é preciso ter responsabilidade: filhos, formação familiar, doenças... tudo isso deve ser levado em conta na prática do sexo”, explica Carla.
O assunto passou a ser reconhecido no mundo, a partir de um artigo publicado no jornal inglês The Sun, o qual denunciava o uso dessas pulseiras como troca de mensagens sexuais nas escolas inglesas. Mas o que era pra ser um alerta logo virou moda, se espalhou e chegou ao Brasil causando mortes. Foi o caso de duas adolescentes em Manaus, só em 2010.
Para saber mais sobre o caso das mortes em Manaus leia a matéria completa.

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